Coisas nunca ditas

A primeira pessoa, eu. O amor morreu. Por descuido, erro. As causas foram as mesmas comparado a outras histórias, algo iniciado pela ausência. O tempo sempre teve culpa. Os ponteiros estão no anti-horário. Uma palavra quebrada. Torta, mal compreendida. Talvez, um olhar mal intencionado. Inversões e reversões que geram de certa maneira mais desilusões ao invés de ilusões. Escuto a janela correr pelo trilho. A vizinha que mora no apartamento de cima é ruiva, ela possui um olhar meigo. Perco-me neste tom enferrujado que reluz diante do brilho castanho esverdeado daqueles olhos. Silêncio retorna, acalma. Na TV, teorias baratas sobre homens e mulheres, falam sobre a guerra dos sexos. Entre casais após muito tempo juntos falta sexo. O combustível inflamável. A solução para todas as guerras mundiais. O amor é a palavrinha bonita, o bem estar. O sexo é o irmão rebelde que faz das ejaculações o primeiro gole de leite matinal ou antes de dormir. Observo apartamentos iluminados somente pelo reflexo do televisor noite adentro. O baile da madrugada, a Cinderela  raivosa. Cães latindo. Andarilhos vagam como fantasmas. Cigarros acessos. Um ponto vermelho alaranjado, brasa. Em primeira pessoa, eu. Escrever não é apenas escrever, não posso deixar isto morrer.

 

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