Araçá

Três meses atrás…

Folhas rabiscadas no caderninho de anotações, aquele dentro da mochila que vai pra lá e pra cá sem reclamar do aperto por viver sufocado junto a outros objetos. O céu estava vivendo naquele dia, um azul lindo, forte e muito encantador, eu deveria ter registrado isto numa fotografia, mas não. Não tive tempo. No dia seguinte, o céu não estava com a mesma beleza do dia anterior, o cinza era o grande protagonista. Talvez , o clima ideal para uma visita aos mortos, as sepulturas do Araçá.

Do outro lado da fronteira – o muro branco cerca toda a extensão, o silêncio e a impressão de paz do lado de lá é algo surreal para uma cidade que não dorme. O cemitério é lindo, homens trabalhando na conservação dos sepulcros, outros indo de um lado ao outro com flores. Enquanto isso, eu lia alguns nomes e observava o ano em que o falecido veio residir em sua nova residência, eu também tentava recordar de algumas histórias, pois havia nomes de famílias tradicionais de São Paulo.

Entre um corredor e outro, havia aquela impressão de alguém me observando, circulando ao meu redor, bem próximo ao meu corpo. Meu telefone toca, o despertador. Retorno a olhar para trás e rapidamente a minha frente – ninguém acordou. E, Deus estava ocupado fazendo proteção.

***

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