O Cronista

 

A noite continua linda, bela. O silêncio agora vem sendo interrompido pelo barulho externo através dos carros e devaneios ecos que circulam por todo o prédio. Neste meu espaço, a caneta rasga o papel. As teclas do teclado dançam desconcertadamente. Não existe mais segredo, entre o certou ou errado, o tempo não é meu rei como num passado distante chegou ser – não somos os mesmos mortais. A cada dia o passado se renova através de outros fatos ou acasos que porventura ocorrem em nossas vidas. Somos criadores de remorsos ora abençoados outras não. Entretanto, não importa a nomenclatura, pois quase todo passado é cruel e nem todas as feridas cicatrizam.

Todos nós desejamos algum tipo de redenção, almejamos esquecer oportunos entulhos, deslizes. Ser o cronista de nós mesmos é um grande perigo, pois “se arrependimento nós matássemos”, certamente estaríamos todos mortos – mas, talvez, já estamos e não percebemos. E, estou certo que entre diversos caminhos existem aqueles que não há volta e também não dá para seguir em frente. Existem feridas que doem pra sempre na nossa alma. Contudo, da noite bela ao nascer do dia – brindaremos a este novo dia, e ao nascer do sol as novas oportunidades de fazer o melhor em todos os aspectos prevalecerá.

Estou sentado sob um banco numa praça qualquer. Talvez, estou próximo da tua casa e um homem aproxima-se, senta ao meu lado sem pressa, respira calmamente o ar seco e sufocante, percebo um olhar concentrado, longe. Uma voz branda e um relato.

***

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