Just A Kind Of Dreamer

sonhador

Estava escrito no perfil dela em uma dessas redes sociais: “Just a kind of dreamer”. E, automaticamente veio a palavra-chave “sonhos” turbinar a minha cabeça. Sei lá, mas já fui daqueles de sonhar acordado, parecia o menino Bobby em “O Fantástico Mundo de Bobby” – (Bobby’s World). E, já no “Fantástico Mundo de Tito” ouvia dezenas de histórias do cotidiano e ficava imaginando desde como um fulano havia nascido ou morrido, em outras aventuras os personagens estereotipados naquele bairro pareciam super-heróis. O bem versus o mal, na realidade sempre foi assim e ai daquele que nunca tinha notado a gigantesca semelhança. Minha mãe falava que algumas coisas eram por culpa da “Dona Inveja”, e, logo eu iria imaginando como ela poderia ser fisicamente. Nisto, em minha mente via a Dona Inveja correndo de um lado para o outro toda desesperada, ela era enorme de gorda e dava uma risada fofinha, tinha um vestido cor-de-rosa com bolinhas brancas, o teu cabelo era acinzentado e suas mãos eram como algodão doce. Para uma gordinha até que ela corria muito e nem se quer parava para encher os pulmões de fôlego.

Recordo-me ouvir a minha mãe falando que quando eu tinha três anos me deixava sentado em uma bacia daquelas de roupa toda forrada com cobertores e almofadas juntos aos meus avós, enquanto na cozinha todos bebiam, comiam e trocavam diversas ideias sobre os atuais acontecimentos. Certamente, eu imaginava aquela bacia ser a minha nave espacial e assim, eu lutava contra alienígenas que tinham cara de batata frita. Eu não estava sozinho, tinha meu fiel escudeiro, o Sr. Esquilo, fantoche de pelúcia que ficava na minha mão direta por um longo período do dia e ele só saía quando eu era levado ao banho e depois retornava quando minha mãe colocava-me para dormir.

O tempo passou. O menino cresceu. Dos pesadelos, alguns nunca mais retornaram e outros são como ioiô. O medo do escuro ou de algo surgir de repente por debaixo da cama também se foram. Agora, não será necessário eu e o Sr. Esquilo levantar a pontinha do edredom para tentar ver se não havia realmente ninguém antes de o sono chegar como cometa e jogar ele debaixo do travesseiro quando eu despertava. Por outro lado, a Dona Inveja, eita véia resistente, essa ainda não morreu e continua com aquela risadinha fofinha percorrendo todos os cantos. O menino virou homem e aos doze anos entendeu que os sonhos não morriam, mas também não entendia no que eles com o tempo se tornariam. O Sr. Esquilo com o tempo deixou de existir perdeu-se em meio locomoções de uma casa a outra. E os sonhos? Alguns foram enterrados para que pudessem nascer outros. A vida por si só tratou deles da melhor forma. Eu, como esta garota da frase no começo do texto continuo sonhando, provavelmente somos daqueles sonhadores diferenciados, marcados por alguns traços, rabiscos e que nem a borracha tem o poder de apagar. Nesta vida, construiremos novos sonhos, caminhos para que o sorriso faça parte até das pequenas atitudes, lembranças ou até mesmo da pura inocência de uma criança e a sua mente fértil.

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