Aos vinte e nove anos

Years

Eu não mudei muito e acredito que nesta minha essência o fator personalidade sempre foi flexível, busquei sempre valorizar os bons amigos e nunca perdi a oportunidade de viver novas vidas.

Nunca aceitei o conformismo, a rotina, o destino que sempre ou quase foi imposto de forma tão cruel ao querer limitar a minha vida mensalmente por sobrevivência. Porém, aos seis anos já aprendi a viver com responsabilidade ao entender que não poderia ter um pai que eu pudesse correr para abraçar quando quisesse ou até mesmo ouvir um conselho sem aquela sensação de ser julgado.

Confesso. Acredito que se não tivesse passado por uma ausência paterna a minha vida teria sido diferente, ou se fosse eu não seria o que sou hoje e nisto entra o grande enigma da minha história e provavelmente a mesma da sua.

Perdemos pessoas que não aceitamos perder, porém se não perdemos elas não teremos a oportunidade de ser ou formar-se no que somos neste momento. Eu sei, algumas perdas foram dramáticas fazendo com que os nossos corações vivessem enquanto tivermos vidas em estilhaços.

Por ventura, sugira sempre uma nova pessoa ou caminho que nos guiará para chegarmos sei lá a onde, certamente morreremos repletos de enigmas a serem desvendados. E não sabemos afinal qual é o melhor, nasce pobre ou rico, homem ou mulher, negro ou branco, etc., já que o preço que é pago realmente torna-se imaginável.

Eu por ter nascido pobre, sempre imaginei ter muito dinheiro, não ser um milionário e acredito que isto ajudaria muito em alguns fatores. Por outro lado, vejo muitas pessoas que em meio às diversas dificuldades são mais felizes que os homens milionários ou bem sucedidos financeiramente, realmente as controversas da vida é inquestionável.

Portanto, aqui estou vivendo ou sobrevivendo com as minhas peculiaridades, e nisto recordo, nunca deixei de acreditar naquilo que fizesse encontrar um novo caminho, conhecer novas pessoas ou viver uma nova vida sem pensar muito nos riscos que iriam causar-me como perder o já conquistado.

Talvez por instinto ou não, sempre optei em pagar um alto preço ao escolher um novo caminho e por às vezes preferir andar acompanhado ou sozinho. Geralmente, as nossas escolhas são terríveis e muitas vezes é um caminho sem volta ou retorno. Contudo, mesmo assim você deve achar que a vida é fácil de ser vivida e que em alguns momentos para algumas pessoas ela vem pré-preparada, talvez. E, eu prefiro acreditar que mesmo assim a vida é um grande e embaralhado jogo de cartas.

Um jogo em que eu não faço muitos planos, onde não estipulo longas metas, não policio o que devo falar e nem a postura a ser tomada. Prefiro ser assim: flexível, original mesmo convivendo com o medo de pensar que a felicidade do meu próximo depende da minha rejeição a liberdade desvairada, aos desejos insanos e remotos, a mutável forma do meu ego.

Apenas sei que tudo está tão incerto e que a angústia ainda irá bater na minha porta durante alguns anos, deitar-se ao meu lado quando meu corpo estiver sendo velado. Calma!

Ainda tenho prazer pela vida, pela arte de escrever, pelo sexo e por todos os demais prazeres que enchem os nossos olhos de glória ao viver apenas um dia por vez.

Um comentário sobre “Aos vinte e nove anos

  1. Bons textos, genuínos. É desestimulante a leitura quando o autor tenta mudar quem ele é na escrita. Você faz com originalidade, parabéns, continue cara.

Vamos lá, deixe um comentário ; )

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