A santa e a pedra de fogo

zarella_neto

Antes fosse um conto sobre a mitologia grega, sobre deuses e semideuses. Gostaria que antes fosse como algum capítulo que estivesse perdido nas histórias de Harry Poter em a sua “pedra filosofal”, ou talvez, alguma fábula egípcia trazendo claramente uma explicação reveladora para tantos enigmas e sobre as ciências que fizeram tantos homens, mulheres a construir enormes pirâmides, desvendando assim a grande evolução arquitetônica.

Aliás, estamos vivendo a mais de quinhentos anos e ainda não temos grandes explicações para nada e o pior é saber que este “nada“, se tornou novamente mistério ao ter um pequeno fragmento descoberto. Porém, antes fosse eu realizar uma leitura com maior ênfase e complexidade sobre Albert Einstein, entre as suas pesquisas e a vida particular, quem sabe eu encontraria alguma particularidade que mostrasse o seu amor pela poesia e literatura.

Provavelmente, ele havia descoberto a pedra de fogo, a pedra que vemos destruindo famílias, martirizando vidas entre becos imundos, madrugadas em claro, um grito por uma pedra. Antes fosse mentira a descoberta, pois na minha ignorância quando estava prestes a tornar-me adolescente não entendia aquela comparação entre um jogador de futebol fenomenal em ser chamado de “crack” e uma pedra que circulava pegando fogo em diversas cidades.

Imaginei uma pequena partícula de meteoro na terra, mas logo achei estranho, todos encararem isto com naturalidade. Também havia achado estranho ver o jogador de futebol comparado a uma pedra, sendo que na maioria das vezes muitos são comparados como magos, imperadores, fabulosos, irreverentes articuladores de fazer do simples se tornar o inacreditável e por este motivo não via mais na TV chamando-os de crack.

Compreendi. Que muitas coisas não eram criadas em nosso país, porém a sua comercialização mesmo sendo ilegal havia um grande poder de circulação em todas as classes sociais. E a onde era possível ver lá estava à cocaína, a maconha, o haxixe, a heroína e a pedra denominada como crack. Percebi que havia pedreiros que não estavam com medo da pedra e sim do perigo que assolava a sua profissão, assim como por conviver com um gole de pinga, um trago no tabaco e prostitutas. No passado, na época em que o nosso dinheiro era conhecido como cruzeiro, cruzado, muitas prostitutas devem estar aposentadas ou mortas por alguma doença contagiosa.

Então, eis aqui um escritor curioso querendo saber quem inventou todas as drogas, como o ser humano deve o ato escrúpulo de criar uma bomba e matar lentamente, ou talvez, transformar pessoas em zumbi e não satisfeitos trataram de destruir juntamente com os já viciados, os seus familiares pelo mesmo vício, desgosto, cansaço, pelo amor inexplicável que obrigou pais acorrentarem seus filhos para não vê-los deitado sob um caixão antes do tempo.

A realidade parece dura não é? Já que temos um bando de criadores maléficos espalhados pelo mundo e movimentando milhões de dólares a céu aberto. Esse dinheiro que para alguns é considerado sujo, para outros é uma benção já que através dele é movimentada a economia. Tornando assim, os grandes imperadores do crime que tiveram sucesso em herdar mansões, carros, iates luxuosos, roupas importadas e depois almoçar, jantar em restaurantes nos lugares mais fascinante do mundo. Já que todos nós precisamos do mínimo para viver, entenderam sobre a economia?

Devido essa economia não vemos sensacionalismo do governo, não vemos ações de combate ao narcotráfico eficiente e não vemos o que gostaríamos de ver. Enfim, somos obrigados a ver a criação de milhares de “cracolândias”, e só mesmo rezando a santa do crack provavelmente veremos o milagre sendo realizado. Enfim, antes que a pedra queime assola dos nossos pés e o pudor da nossa existência em termos que regressar a uma caverna e reescrever os dez mandamentos além de pedir ajuda ao capitão caverna.

*Foto do fotógrafo e artista plástico Zarella Neto.

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