O sonho do alquimista

Em uma cabana no meio de uma floresta ao sul da Escócia havia um mago que vivia aprisionado em seus pensamentos e que se questionava sobre as maldades que ocorrem constantemente no mundo. Ele passava horas a olhar ao seu redor enquanto andava pela floresta e fica admirado por não ter nenhuma árvore em uma das suas extremidades, pois somente era visto um vasto campo esverdeado, mais tão belo que parecia um tapete ao ver suas pequenas ondulações que não chegava a se transformar em pequenas colinas. Entre este campo e as grandes árvores havia um rio com uma água de cor azul marinho, tão cristalino que parecia um espelho para os seus olhos que cultuava.

Pois, ao mesmo tempo era assustador ver aquela floresta ao anoitecer, aonde sua beleza era enigmática e simbólica por não encontrar nenhuma outra pessoa durante anos que já vivia ali, e já certo desses poderes enigmáticos, ocultos sobrenaturais o mago não conseguia dormir tranquilamente.

Os seus sonhos eram estranhos, confusos, perturbadores que o fazia acordar apavorado pelas coisas que via nesses sonhos chagando a não conseguir descansar durante dias. Em um desses sonhos uma vez ele viu a cabeça de uma coruja cortada, o seu sangue era todo aquele imenso rio azul, o coração da coruja era o seu colar que estava fixo em seu pescoço e nas paredes da sua cabana havia várias mandalas desenhadas que no meio de cada tinha uma Estrela de Davi.

Isto tirou a paz daquele mago que vivia apenas a procura de respostas e também de uma pedra, essa cena teve um poder tão grande que a sua solidão e toda a sua vida não fazia mais sentido nenhum. Eram tantas simbologias registradas em sua mente que estava chegando a ficar louco tão louco que passou a ler todos os seus livros e anotações, principalmente as primeiras que ficavam numa prateleira velha toda empoeirada.

Entre esses livros encontrou uma Bíblia e passou a deixa aberta e ler sobre o rei Davi, já em suas anotações procurava ver o que tinha sobre as corujas e as mandalas que estavam espalhadas em sua cabana.

Passaram-se sete anos, o mesmo sonho passou a se repetir todas as noites quando ele dormia e ao acordar a sua sede por respostas era incansável, pois aquilo já afetava a sua alma, o seu conhecimento sobrenatural, a sua existência naquele lugar a aonde nenhuma pessoa chegou a conhecer e nem muito menos chegou ao ouvir sobre aquelas terras que era agora um profundo poço de escuridão.

Um poço que no seu fundo sentimento procurava à sabedoria da coruja, a pureza de seu coração, a proteção de seus sonhos e o perdão de um Deus maior que ele. [*]

[*] conto finalizado brevemente com a intenção de despertar o inquestionável mago que possa existir dentro de cada um.

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